Netinho morre aos 60 anos após enfrentar câncer

Netinho morre aos 60 anos após enfrentar câncer

📅 13/10/2026
Por Adm

Netinho morre aos 60 anos em Salvador: relembre a carreira e o legado do cantor de axé

Artista que eternizou “Milla” e “Beijo na Boca” morreu em 13 de outubro, após complicações de um linfoma não Hodgkin. Cantor foi um dos nomes que levaram o axé music da Bahia para o Brasil e o exterior.

O cantor Netinho morreu na terça-feira, 13 de outubro de 2026, aos 60 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador, na Bahia. A morte foi confirmada pela assessoria do artista, que enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que afeta células do sistema linfático. Segundo a equipe, a doença evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Conhecido por transformar canções como “Milla”, “Beijo na Boca”, “Menina” e “Fim de Semana” em sucessos nacionais, Netinho teve papel importante na popularização do axé music. Sua morte provocou manifestações de carinho de músicos e admiradores que acompanharam diferentes fases de sua trajetória.

Qual foi a causa da morte do cantor Netinho?

De acordo com as informações divulgadas pela assessoria e repercutidas pela Agência Brasil, Netinho estava internado em Salvador e tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B. O agravamento do quadro clínico levou à falência renal e à disfunção de múltiplos órgãos.

O cantor havia tornado público o diagnóstico em março de 2025. Após um período de tratamento e recuperação, chegou a retomar compromissos musicais. Entretanto, a doença voltou a se manifestar em 2026, exigindo novas sessões de quimioterapia, conforme noticiado pelo UOL.

O linfoma não Hodgkin reúne diferentes tipos de câncer que atingem os linfócitos, células ligadas à defesa do organismo. A evolução e as possibilidades de tratamento variam conforme o subtipo e as condições clínicas de cada paciente. A Agência Brasil publicou uma explicação médica sobre a doença após a morte do artista.

Assessoria confirmou a morte e informou despedida reservada

Em comunicado publicado nas redes sociais, os representantes de Netinho lamentaram a perda e destacaram a relação construída pelo cantor com o público ao longo de décadas. Segundo a nota, ele “partiu tranquilo”.

A equipe informou ainda que o velório e a cremação seriam realizados de maneira reservada, com a presença de familiares e amigos próximos, atendendo a um desejo manifestado pelo próprio artista. Detalhes de local e horário não foram divulgados publicamente no comunicado inicial.

A escolha preserva a privacidade da família em um momento de luto e encerra, longe da exposição dos palcos, a trajetória de um cantor que se tornou sinônimo de festa para milhões de brasileiros.

Quem foi Netinho? Da Banda Beijo ao sucesso nacional

Ernesto de Souza Andrade Júnior, nome de batismo de Netinho, nasceu em 12 de julho de 1966, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. Ainda jovem, mudou-se para Salvador, cidade em que desenvolveu o interesse pela música e iniciou suas apresentações profissionais.

A grande oportunidade surgiu no fim dos anos 1980, quando passou a integrar a Banda Beijo. Em 1988, estreou no circuito oficial do Carnaval de Salvador como vocalista do grupo e gravou o disco Prove Beijo. A música “Beijo na Boca” ganhou popularidade e ajudou a projetar sua voz para além da Bahia.

Em 1989, Netinho e a Banda Beijo participaram do programa Domingão do Faustão, ampliando a presença do axé na televisão nacional. No ano seguinte, o artista esteve na Itália com um trio elétrico durante a Copa do Mundo de 1990, em uma experiência que levou a tradição carnavalesca baiana ao exterior.

Esses marcos aparecem na biografia oficial do cantor, que registra também suas experiências como produtor musical e a expansão da carreira para outros países.

“Milla” se tornou um dos maiores sucessos do axé dos anos 1990

Depois da projeção conquistada com a Banda Beijo, Netinho consolidou sua carreira solo. Nos anos 1990, lançou discos e emplacou músicas que se tornaram presença constante em rádios, micaretas e festas populares.

O ponto de maior reconhecimento veio com “Milla”, gravada no álbum Netinho ao Vivo!, de 1996. Composta por Manno Góes e Tuca Fernandes, a canção ganhou enorme repercussão na interpretação do cantor e se transformou em um dos símbolos daquela fase do axé music. Os créditos da faixa constam no Instituto Memória Musical Brasileira (IMMuB).

Entre as músicas associadas à trajetória de Netinho estão:

  • “Milla” — um dos grandes hinos carnavalescos de sua carreira;
  • “Beijo na Boca” — sucesso que impulsionou a Banda Beijo;
  • “Menina” — uma das canções marcantes de sua fase solo;
  • “Fim de Semana” — presença frequente nas lembranças dos fãs;
  • “A Vida É Festa” e “Estrela Primeira” — outras músicas que ajudaram a definir seu repertório.

Além do êxito comercial, sua trajetória acompanhou a expansão do axé para públicos que passaram a conhecer a música baiana por meio da televisão, dos discos e dos carnavais fora de época.

Artistas prestam homenagens a Netinho

A confirmação da morte mobilizou colegas de profissão. Segundo reportagem do UOL sobre as homenagens ao cantor, artistas como Claudia Leitte, Alexandre Pires, Bell Marques, Mara Maravilha, Sarajane e Carlinhos Brown utilizaram as redes sociais para se despedir.

Bell Marques ressaltou a importância de Netinho para a música baiana e a força demonstrada durante o tratamento. Já Alexandre Pires relembrou a amizade e a generosidade do cantor, enquanto Carlinhos Brown destacou a alegria que ele levou aos palcos e às multidões.

As mensagens demonstram o reconhecimento de diferentes gerações da música brasileira por um artista que ajudou a construir a identidade sonora de uma época.

O legado de Netinho para o Carnaval e a música brasileira

A história de Netinho está ligada à transformação do axé music em um fenômeno nacional. Ao combinar a energia dos trios elétricos, a força dos refrões e uma presença de palco marcante, o cantor participou de um movimento que projetou Salvador e a cultura musical da Bahia para novos públicos.

Suas gravações continuam associadas às lembranças de carnavais, viagens, encontros e celebrações. Para quem viveu o auge do gênero nos anos 1990, a voz de Netinho se tornou parte da trilha sonora de uma geração. Para quem conheceu suas músicas depois, o repertório permanece como referência de um período decisivo da música popular brasileira.

Netinho deixa um legado artístico que ultrapassa sua morte: suas canções seguem vivas na memória dos fãs e na história do axé.

O Famosos na Mídia manifesta solidariedade aos familiares, amigos e admiradores do cantor.


Fontes consultadas: Agência Brasil — confirmação da morte; Agência Brasil — explicação sobre o linfoma; UOL — trajetória e tratamento; UOL — repercussão e homenagens; Biografia oficial de Netinho; Instituto Memória Musical Brasileira.

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