Crdito da imagem: Ministrio da Sade.
Obesidade atinge 1 em cada 3 brasileiros, mas o SUS ainda no oferece medicamentos para tratar a doena. Entenda a campanha que cobra mudanas, os nmeros alarmantes e quais frmacos j foram negados pelo governo.
A obesidade e o impasse no SUS
A obesidade j reconhecida pela Organizao Mundial da Sade (OMS) como uma doena crnica, mas, no Brasil, o tratamento medicamentoso ainda no faz parte da rede pblica. Pacientes convivem com restries, enquanto quem sofre de hipertenso, diabetes ou asma j tem acesso gratuito a remdios pelo Sistema nico de Sade (SUS). Para mudar esse cenrio, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), junto a entidades como Abeso, SBD, SBC e Febrasgo, lanou uma campanha nacional cobrando a incluso dos medicamentos contra a obesidade no SUS.
O que pede a campanha
O movimento busca conscientizar a sociedade sobre a importncia de tratar a obesidade como doena, no como escolha. Alm disso, pressiona autoridades para acelerar a incorporao de medicamentos que j esto disponveis na rede privada, mas permanecem inacessveis para a maioria dos brasileiros.
A situao dos medicamentos no Brasil
At agora, nenhum dos frmacos analisados pela Comisso Nacional de Incorporao de Tecnologias no SUS (Conitec) foi aprovado. Entre os vetados esto:
- Orlistate
- Sibutramina
- Liraglutida
- Semaglutida (conhecida pelas canetas emagrecedoras)
Esses medicamentos j so prescritos na rede privada e apresentam resultados consistentes, mas seguem fora do alcance de milhes de pessoas.
Os nmeros que preocupam
O Atlas Mundial da Obesidade 2025 revela dados alarmantes:
- 31% dos adultos brasileiros tm obesidade.
- 68% apresentam sobrepeso.
- At 2044, quase metade da populao adulta poder estar obesa.
Alm do impacto na sade, o custo econmico enorme. Estima-se que at 2030 o SUS ter US$ 1,8 bilho em gastos diretos e o pas perder cerca de US$ 20 bilhes em produtividade devido doena.
O peso humano da obesidade
Mais de 60 mil mortes prematuras por ano no Brasil esto relacionadas ao sobrepeso e obesidade. A condio ainda est associada a doenas como diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral (AVC) e at alguns tipos de cncer. Ou seja, no se trata apenas de esttica, mas de um problema grave de sade pblica.
A mobilizao das entidades mdicas marca um passo importante para mudar a forma como o pas lida com a obesidade. O acesso gratuito a medicamentos pode representar no apenas alvio para milhes de pessoas, mas tambm uma reduo significativa nos custos de sade e nas perdas econmicas.
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