Ingrid Guimarães e Mônica Martelli fazem história: ‘Minha Melhor Amiga’ ultrapassa R$ 73 milhões nos cinemas

Ingrid Guimarães e Mônica Martelli fazem história: ‘Minha Melhor Amiga’ ultrapassa R$ 73 milhões nos cinemas

📅 01/10/2026
Por Renato Fernandes

Com mais de 4,3 milhões de espectadores, longa estrelado pelas amigas conquistou um marco entre as comédias brasileiras no período pós-pandemia

A amizade de mais de três décadas entre Ingrid Guimarães e Mônica Martelli ganhou as telonas e parece ter conquistado também o público brasileiro. Minha Melhor Amiga, filme protagonizado pelas duas atrizes, ultrapassou a impressionante marca de R$ 73 milhões em bilheteria, apenas algumas semanas depois de chegar aos cinemas.

O resultado colocou a produção em uma posição de destaque no cinema nacional. Segundo dados divulgados pela Exame em 25 de setembro, o longa já havia sido assistido por aproximadamente 4,37 milhões de pessoas.

Com esses números, Minha Melhor Amiga tornou-se a comédia brasileira de maior bilheteria no período pós-pandemia, superando o público registrado por O Auto da Compadecida 2, que havia levado cerca de 4,35 milhões de espectadores às salas de cinema.

O desempenho chama ainda mais atenção considerando o pouco tempo necessário para alcançar a marca.

Sucesso começou logo na estreia

Lançado no dia 3 de setembro, Minha Melhor Amiga já demonstrava força comercial desde os primeiros dias.

A produção estreou simultaneamente em 1.531 salas, distribuídas por 773 cinemas e 436 cidades brasileiras. O longa também conseguiu chegar ao primeiro lugar das bilheterias nacionais, tornando-se o primeiro filme brasileiro a alcançar essa posição em 2026.

O sucesso adiciona mais um capítulo às trajetórias de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, que construíram carreiras fortemente associadas à comédia e agora transformaram uma amizade de mais de 30 anos em uma parceria de enorme alcance comercial.

E a relação entre as duas não serviu apenas para divulgar o projeto.

Parte da inspiração do filme veio justamente de experiências vividas pelas atrizes ao lado das próprias filhas, Clara Machado e Julia Marques.

Amigas há três décadas, atrizes finalmente dividem o protagonismo no cinema e transformam histórias da vida real em inspiração para “Minha Melhor Amiga”

Existem amizades que sobrevivem ao tempo, às mudanças da vida e até às diferenças de personalidade. No caso de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, essa conexão também acabou chegando às telonas. Amigas há mais de 30 anos, as duas vivem um momento especial na carreira com o lançamento de Minha Melhor Amiga, primeiro longa em que aparecem juntas como protagonistas.

A parceria, no entanto, nasceu muito antes das câmeras. Ingrid e Mônica construíram uma amizade que atravessou diferentes fases da vida adulta: juventude, relacionamentos, casamento, maternidade e, agora, a chegada aos 50 anos.

Essa proximidade acabou se tornando justamente um dos ingredientes do novo filme.

Da amizade na vida real para o cinema

Em Minha Melhor Amiga, Ingrid e Mônica interpretam Clara e Julia, duas mulheres na faixa dos 50 anos que também são melhores amigas. Quando suas filhas adolescentes partem para estudar em Lisboa, as duas precisam lidar com mudanças importantes na própria rotina.

Entre questões profissionais, relacionamentos e o vazio deixado pelas filhas, elas decidem viajar para Portugal. O que deveria ser apenas um período de diversão acaba se transformando em uma jornada de descobertas e recomeços.

A semelhança com a realidade não é coincidência. Até os nomes das personagens fazem referência às filhas das artistas: Clara Machado, filha de Ingrid, e Julia Marques, filha de Mônica. As adolescentes também fizeram uma pequena participação no longa.

E a amizade das mães parece ter passado para a geração seguinte. Em setembro, Clara e Julia participaram de uma homenagem às atrizes no Domingão com Huck e falaram publicamente sobre a relação construída pelas famílias ao longo dos anos.

Ingrid e Mônica vivem fase especial da carreira

A chegada do projeto aos cinemas também reforçou outro assunto levantado pelas artistas: o espaço ocupado por mulheres maduras no entretenimento.

Aos 54 e 58 anos, respectivamente, Ingrid Guimarães e Mônica Martelli seguem protagonizando produções e levando grandes públicos ao cinema. A dupla vem tratando a maturidade não como um encerramento de ciclo, mas como uma fase capaz de render novas histórias.

E a resposta do público foi rápida.

Lançado nacionalmente em 3 de setembro, Minha Melhor Amiga chegou a 1.531 salas de cinema, número apontado na estreia como recorde para uma produção nacional.

Pouco depois, veio outra surpresa: em apenas uma semana e meia, o longa alcançou a marca de 2 milhões de espectadores. O desempenho colocou a produção entre os filmes brasileiros que ultrapassaram esse patamar no período pós-pandemia.

Uma amizade que virou marca registrada

Para quem acompanha Ingrid e Mônica nas redes sociais, a química entre as duas não é novidade. Viagens, situações inesperadas e momentos ao lado das filhas frequentemente acabam se transformando em conteúdo bem-humorado.

Parte desse cotidiano, inclusive, ajudou a alimentar a criação do filme. A produção mistura elementos inspirados na experiência das amigas com uma história desenvolvida especialmente para o cinema.

Depois de três décadas compartilhando acontecimentos importantes longe das telas, Ingrid Guimarães e Mônica Martelli encontraram uma maneira de transformar a própria cumplicidade em trabalho.

E talvez esteja justamente aí a razão de a parceria despertar tanta identificação: antes de serem uma dupla criada para o cinema, Ingrid e Mônica já eram melhores amigas na vida real.

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